Dicas de alimentos ricos em minerais que contribuem no processo de alcanilização do organismo
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O quê são alimentos funcionais?
Os alimentos funcionais possuem componentes ativos capazes de reduzir o risco de certas doenças como as cardiovasculares, intestinais e alguns tipos de câncer. Além disso, oferecem melhora importante na função imunológica e têm propriedades antioxidantes.
A dieta rica em alimentos de origem vegetal, hortaliças, frutas, chás e trigo pode proporcionar melhora na imunidade celular contra diferentes micro-organismos e células doentes. Já os produtos ricos em vitaminas C, E, zinco e betacaroteno protegem o corpo contra a oxidação provocada pelos radicais livres.
Variar é importante. Se um dia você come aveia, no outro se alimente com linhaça, ou troque a maçã por castanha-do-pará. Durante a semana, alterne arroz branco com integral.
Dica de alguns grupos de alimentos funcionais
A nutricionista Cátia Cristina Guerbeli destaca alguns grupos de alimentos funcionais capazes de auxiliar na prevenção de doenças:
Alimentos arroxeados: as propriedades dos alimentos arroxeados e azulados, que contêm ácido elágico, retardam o envelhecimento e neutralizam as substâncias cancerígenas, prevenindo diversos tipos de câncer.
Alimentos amarelos: mantêm o sistema nervoso saudável, ajudam a prevenir o câncer de mama, têm ação antioxidante e retardam o envelhecimento. São ricos em vitamina B-3, ácido clorogênico e também possuem betacaroteno.
Alimentos verdes: contêm cálcio, clorofila e as vitaminas A e C. Suas propriedades funcionais promovem a desintoxicação celular, inibem os radicais livres, protegem o coração, melhoram o sistema imunológico, o cabelo, a pele e têm efeito anticancerígeno. Também são importantes para os ossos e a contração muscular.
Alimentos vermelhos: são ricos em cálcio, fósforo, potássio e vitaminas A e C. As frutas vermelhas contêm licopeno e flavonoides, que funcionam como antioxidante e promovem benefícios como a redução do risco de doenças cardiovasculares, redução do colesterol e fortalecimento do sistema imunológico.
MANDALA DOS SABORES – EDIÇÃO ESPECIAL – 2013
8 fev
ASPARGOS
O aspargo tem uma série de substâncias antioxidantes, como compostos fenólicos e flavonóides. Essas substâncias têm demonstrado uma ação protetora contra o desenvolvimento de doenças crônicas, como as cardiovasculares e o câncer.
Entre os antioxidantes encontrados no aspargo, os carotenóides beta caroteno, luteína e zeaxantina podem ter ação preventiva em alguns tipos de câncer, como o de mama, e diminuem o risco de doenças oculares como degeneração macular e catarata.
O aspargo também contém fitoestrógenos, substâncias com estrutura similar aos hormônios humanos que podem ter ação redutora nos sintomas da menopausa e algum efeito preventivo em câncer do tipo hormônio-dependente.
Por ser fonte de vitamina C, o aspargo contribui para o bom funcionamento do sistema de defesas do corpo e a melhor absorção do ferro, essencial para o transporte de oxigênio e a formação de glóbulos vermelhos no sangue — e o aspargo também é fonte vegetal de ferro.

Entre os minerais, o aspargo fornece boa quantidade de potássio e manganês. O potássio atua como regulador da pressão e do pH sanguíneos e auxilia os processos digestivos e as contrações musculares — após atividades físicas muito intensas, a reposição de potássio no organismo ajuda na recuperação dos músculos. E o manganês, além de facilitar os processos metabólicos, tem ação antioxidante.
3 fev
O que é a doença celíaca?
A doença celíaca é uma condição crônica que afeta principalmente o intestino delgado. É uma intolerância permanente ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte. Nos indivíduos afetados, a ingestão de glúten causa danos às pequenas protrusões, ou vilos, que revestem a parede do intestino delgado. É considerada uma desordem autoimune, na qual o organismo ataca a si mesmo. Os sintomas podem surgir em qualquer idade após o glúten ser introduzido na dieta.
Quais são os sintomas da doença celíaca?
Os sintomas intestinais incluem diarreia crônica ou prisão de ventre, inchaço e flatulência, irritabilidade, e pouco ganho de peso. Os pacientes podem apresentar atraso de crescimento e da puberdade, anemia da carência de ferro, osteopenia ou osteoporose, exames anormais de fígado, e uma erupção na pele que faz coçar chamada dermatite herpetiforme. A doença celíaca também pode não apresentar nenhum sintoma.
Como é o tratamento da doença celíaca?
O tratamento consiste em evitar por toda a vida alimentos que contenham glúten (tais como pães, cereais, bolos, pizzas, e outros produtos alimentícios, ou aditivos, que contenham trigo, centeio, aveia e cevada). Medicamentos e outros produtos também podem conter glúten. Assim que o glúten é removido da dieta, a cura costuma ser total. Apesar da dieta sem glúten parecer extremamente difícil a princípio, algumas famílias tem tido muito sucesso com ela. É possível substituir as farinhas proibidas por fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho doce ou azedo, farinha ou creme de arroz, farinha de araruta ou fubá. Nutricionistas e grupos de apoio podem ajudar as famílias a se ajustar a essa dieta radical. Mesmo assim, pode levar vários meses até que elas se acostumem com a dieta sem glúten.
Quem corre o risco de contraí-la?
As pessoas com maior risco de contrair a doença celíaca são aquelas que têm diabete do tipo 1, doença autoimune da tireoide, síndrome de Turner, síndrome de Williams, ou parentes com a doença celíaca. Você pode ter a doença celíaca mesmo sem fazer parte de um dos grupos de maior risco.
Fonte: Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil






