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O que é que a mandioca tem: as vantagens do consumo da raiz

Barata, resistente, nutritiva e cheia de carboidratos especiais, ela foi eleita pela Organização das Nações Unidas o alimento do século 21. Conheça as vantagens dessa raiz que brota de norte a sul no Brasil.

Na mesa do jamaicano Usain Bolt, o homem mais veloz do mundo, não falta mandioca. Ela é a principal fonte de energia atleta. A raiz tem dois tipos de carboidrato, a amilopectina e a amilose, que, juntos, liberam a glicose mais lentamente para o corpo. Isso facilita a digestão, evita picos de açúcar no sangue e dá gás de sobra para o dia a dia.

Fonte de fibras e isenta de glúten – qualidade que a faz não pesar tanto na digestão. Ela possui maior quantidade de vitaminas A, B1, B2 e C do que a batata; costuma ter passe livre em dietas e é indicada a diabéticos. Ao contrário de outras fontes de carboidrato, ela não gera picos de glicemia. Mas é prudente que ela não seja misturada nas refeições com outros depósitos de carboidrato, como arroz, macarrão.

Por ser livre de glúten, a mandioca é queridinha de outra parcela da população, os portadores de doença celíaca. Graças a seus derivados como a farinha e o polvilho, os celíacos conseguem ampliar o limitado cardápio de quem não pode ingerir a proteína do trigo.

Na hora de cozinhar a mandioca, uma dica: adicione um fio de óleo na água. “Isso auxilia na retenção das vitaminas”- Ana Vládia Bandeira Moreira, professora de nutrição da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais.

O Brasil é a terra natal da mandioca, a qual  foi batizada pelo padre José de Anchieta de “pão da terra”.

Ao gosto do freguês

Ela pode ser degustada cozida, frita, em purê e dá origem a tapioca, polvilho e farinha. Confira:

mandioca1. Cozida

O tempo no fogão costuma variar dependendo da colheita. Em geral, levam-se 15 minutos em fogo alto com água e um fio de óleo. O segredo para deixá-la macia é mantê-la imersa na água do cozimento até o momento de servir.

2. Farinha

Entra na receita de massas e bolos e é a base da tradicional farofa, que vai bem com feijoada. Para prepará-la, é indispensável usar óleo ou manteiga. Então, cuidado com os excessos.

3. Tapioca

Priorize a goma fresca para sentir mais o sabor. O importante no preparo é não dourar a tapioca: coloque na frigideira, vire-a e retire imediatamente. Sirva-a branquinha e, no recheio, use a imaginação.

4. Polvilho

Prefira os tipos frescos, menos industrializados, que têm sabor mais marcante. O azedo é usado no pão de queijo e nos sequilhos. O doce é ingrediente da chipa, biscoito da culinária paraguaia.

5. Frita

Eis a tentação dos botecos. Antes de fritar, é preciso cozinhar a mandioca e mantê-la imersa na água até o momento de cortar e levar à panela com óleo. Uma alternativa mais saudável são as fritadeiras elétricas à base de água.

Fonte: Revista Saúde – Reportagem: Silvia Lisboa | Edição: MdeMulher

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